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A Ginástica Laboral: uma alternativa para melhoria da qualidade de vida do trabalhador.


A Ginástica Laboral, de acordo com Lima (2003), teve seu primeiro apontamento com um pequeno livro chamado Ginástica de Pausa, editado em 1925 na Polônia sendo destinada aos trabalhadores, aparecendo poucos anos depois na Holanda em experiência realizada por Velkamp (LIMA, 2004). Segundo Mendes e Leite (2004) essa estratégia surgiu em 1925 como uma ginástica de pausa para operários – inicialmente na Polônia depois, Holanda, Rússia, Bulgária, Alemanha Oriental e em outros países na mesma época.

Em 1928 surge então no Japão como Ginástica Preparatória em trabalhadores dos correios (MENDES e LEITE, 2004; LIMA, 2004) que realizavam atividades diárias cujo objetivo era a descontração e o cultivo a saúde, e no mesmo ano na Bulgária e na antiga URSS foi realizada uma comparação com uma hora antes da Ginástica de Pausa e, uma hora depois como resultado obteve um aumento da produtividade após a ginástica (LIMA, 2004).

De acordo com Lima (2003) na década de 1960, ocorreu no Japão a consolidação e a obrigatoriedade da Ginástica Compensatória. Conforme Mendes e Leite (2004), após a segunda grande guerra da idade moderna no Japão o programa de ginástica de pausa se espalhou pelo país e atualmente mais de um terço dos trabalhadores executam atividades e cantam o hino de suas empresas. Segundo Lima (2004) a Ginástica de Pausa no Japão ajudou a diminuir o numero de acidentes de trabalho, aumentando a produtividade e melhorando o bem estar geral dos trabalhadores.

No Brasil de acordo com Mendes e Leite (2004), a Ginástica Laboral foi introduzida em 1969 pelos executivos japoneses da Ishikavajima Estaleiros, uma indústria de construção naval localizada no Rio de Janeiro, sendo os oitos minutos de Ginástica Preparatória as primeiras tarefas do dia do trabalhador, que eram executada de forma obrigatória e remunerada. Segundo os autores o programa de Ginástica Laboral é, atualmente, avaliado como uma nova ferramenta para humanizar o mundo administrativo.

De acordo com Lima (2004), em 1978 a Federação de Ensino Superior – FEEVALE e sua Escola de Educação Física, juntamente com o Serviço Social da Indústria – SESI, elaboraram e implantaram o Projeto “Ginástica Laboral Compensatória e Recreação”.

Segundo Lima (2003) em 1989, no Brasil a Associação Nacional de Medicina do Trabalho declarou que o Ministério da Saúde implantaria a prática de atividades Físicas como meio de prevenção Doenças crônicas degenerativas.

Foi, contudo, na década de 1990 que começou o estudo aprofundado sobre a Ginástica Laboral, analisando a importância para a postura corporal, o alivio do estresse e de como seria o método implantado da Ginástica Laboral no local de trabalho, com finalidade de ter uma valorização da pratica de atividades físicas como um instrumento de diminuição do sedentarismo, da promoção da saúde e da prevenção de lesões por esforços repetitivos (LIMA, 2003).

Diante desse quadro de referências apresentado a Ginástica Laboral voluntária de Atividades Físicas realizadas pelos trabalhadores coletivamente, dentro do próprio local de trabalho, durante a jornada diária (SESI, 1996). Mont’Alvão e Figueiredo aprofundam mais o conceito ao defini-la como uma Atividade Física realizada durante a jornada de trabalho, com exercícios de compensação aos movimentos repetitivos, à ausência de movimentos, ou as posturas desconfortáveis assumidas durante o período de trabalho.

Já para Mendes e Leite (2004), ela é planejada e aplicada durante o expediente, é conhecida como uma Atividade Física na empresa, Ginástica Laboral compensatória, Ginástica do Trabalho, que busca criar um espaço onde o trabalhador por livre e espontânea vontade exerce varias atividades de exercícios físicos. O autor define ainda como uma Ginástica Total que trabalha o cérebro, a mente, o corpo e estimula o autoconhecimento, pois amplia a consciência e a auto-estima, levando a uma verdadeira mudança interna e externa das pessoas.

É, no entanto, em Lima (2004, p.20) que encontramos uma definição mais completa de Ginástica Laboral ao admitir esta como uma ergonômica como:

A prática de exercícios físicos, realizadas coletivamente, durante a jornada de trabalho, prescrita de acordo com finalidade a prevenção de doenças ocupacionais, promovendo o bem-estar individual por intermédia da consciência corporal: conhecer, respeitar, amar e estimular o seu próprio corpo.

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